Contratação

Como contratar uma agência de SEO, e o que perguntar antes

Três pastas fechadas sobre mesa de reunião, título Como contratar uma agência de SEO

Para contratar uma agência de SEO, exija diagnóstico antes da proposta, peça exemplos de trabalho anterior, confirme como o resultado será medido e recuse qualquer garantia de posição. O acesso ao Search Console começa como leitura, e a conta é sua.

Três propostas na mesa, e nenhuma forma óbvia de compará-las

A situação se repete com quase todo mundo que chega até aqui. São três orçamentos de SEO, com valores muito diferentes, cada um descrevendo o serviço com palavras próprias. Um promete primeira página. Outro fala em "otimização completa" sem detalhar. O terceiro é o mais caro e o mais vago. Quem está decidindo não trabalha com busca orgânica e, por isso mesmo, não tem como saber qual das três descreve trabalho de verdade.

O problema não é falta de informação, é falta de critério. Sem uma régua, a escolha acaba caindo no preço ou na simpatia do vendedor, que são justamente os dois piores critérios possíveis nesse mercado.

Este guia monta essa régua. Boa parte dela vem de um documento pouco conhecido: o Google publica orientação oficial sobre contratar SEO, e ela é surpreendentemente direta sobre o que desconfiar. O restante vem de como um projeto sério se organiza, o que está descrito no processo de qualquer agência que trabalhe a sério, inclusive o da nossa agência de SEO.

O que uma agência de SEO entrega, na prática

Antes de comparar propostas, vale saber o que está sendo comprado. Uma agência de SEO trabalha para aumentar a chance de o seu site aparecer nos resultados não pagos do Google. Segundo a documentação oficial, os serviços que essas empresas costumam prestar incluem revisão de conteúdo e de estrutura do site, orientação técnica de desenvolvimento, criação de conteúdo, pesquisa de palavras-chave, treinamento e, mais recentemente, otimização para experiências de Inteligência Artificial.

Repare no que não está na lista: anúncio. Aparecer no resultado orgânico não se compra. O Google afirma que não custa nada aparecer nos resultados orgânicos e que a empresa não aceita pagamento para incluir ou posicionar um site. Qualquer proposta que misture as duas coisas, ou que sugira algum tipo de acesso privilegiado, já começa errada.

Como um projeto sério se organiza

A ordem das etapas diz mais sobre a agência do que o texto da proposta. Trabalho honesto tem uma sequência reconhecível, e ela começa antes de qualquer promessa.

Primeiro o diagnóstico, depois o orçamento

Ninguém consegue orçar um site que não olhou. Um site de vinte páginas com problema de indexação e um site de duzentas páginas disputando termo concorrido exigem trabalhos diferentes, prazos diferentes e preços diferentes. Proposta fechada enviada antes de qualquer análise é preço de tabela vestido de projeto, e a política comercial de uma agência séria costuma deixar essa ordem explícita.

A medição é combinada antes de começar

Pergunte, ainda na proposta, qual número vai dizer se aquilo funcionou. A resposta precisa ser algo que você consiga verificar sozinho, na sua própria conta do Google Search Console: cliques, impressões, páginas indexadas, comparando períodos. Se o indicador combinado for uma métrica interna da agência, calculada por ferramenta dela e reportada por ela, não é medição, é autoavaliação.

O acesso é seu, e começa como leitura

A recomendação do Google sobre esse ponto é bastante específica: se a agência oferecer uma auditoria, conceda apenas acesso de leitura ao Search Console naquele momento, deixando permissão de escrita para depois. Some a isso uma regra prática que evita muita dor de cabeça: a conta precisa ser criada com o seu e-mail. Se um dia a relação terminar, o histórico fica com você.

A mesma lógica vale para tudo que sustenta o site. O domínio, a hospedagem e o acesso administrativo ficam no seu nome, e a agência entra como usuária. Parece detalhe burocrático até o dia da troca de fornecedor, quando vira o item mais caro da conversa. Uma pergunta resolve na proposta: o que exatamente fica comigo se a gente encerrar?

A proposta precisa dizer como sair

Contrato de SEO tem uma assimetria natural: o efeito é cumulativo, então sair cedo desperdiça o que já foi feito, e isso cria espaço para prender cliente por prazo em vez de por resultado. A defesa é ler a saída antes de ler o preço. Três perguntas bastam: existe fidelidade obrigatória, qual o aviso prévio, e o que acontece com o conteúdo e as configurações produzidas até ali.

Nenhuma resposta a essas perguntas é automaticamente errada. Fidelidade de alguns meses pode ser legítima quando existe implementação pesada no começo. O que não é aceitável é a resposta não estar escrita.

EtapaO que você deve receberSinal de problema
DiagnósticoO que foi encontrado, por escritoProposta antes de olhar o site
PropostaEscopo, prazo estimado e como sairValor sem escopo detalhado
ExecuçãoRegistro das mudanças feitas"Estamos otimizando", sem detalhe
RelatórioDados da sua conta do Search ConsoleNúmero que só a agência consegue ver

O que você consegue avaliar sozinho, antes de assinar

Não é preciso entender de SEO para separar proposta séria de proposta vazia. Precisa fazer as perguntas certas e reparar na forma da resposta. A lista abaixo sai da orientação oficial do Google sobre contratar um profissional de SEO.

As perguntas da entrevista

  • Pode mostrar trabalhos anteriores? Não é sobre casos espetaculares, é sobre existirem casos verificáveis, com contexto e período.
  • Vocês seguem as diretrizes do Google Search Essentials? Quem trabalha certo responde na hora, e sabe do que você está falando.
  • Que resultado vocês esperam, em quanto tempo, e como medem? Resposta honesta tem estimativa e ressalva. Resposta com número exato e data é invenção.
  • Qual a experiência de vocês no meu setor e na minha região? Buscas locais e nacionais exigem trabalhos diferentes.
  • Vocês vão me contar todas as mudanças feitas no site? A resposta precisa ser sim, sem hesitação.

Chegue à conversa sabendo três coisas do seu site

Quem entra na reunião sem nenhum dado depende inteiramente da versão do vendedor. Estas três checagens levam poucos minutos, não custam nada e mudam completamente o tom da conversa, porque permitem comparar o que a agência diz com o que você já viu.

  • Quantas páginas suas o Google guardou. Busque site:seudominio.com.br. O número é estimativa, não relatório, mas responde se existe alguma página sua no índice. Se voltar zero, a primeira conversa é sobre indexação, não sobre palavra-chave.
  • O que aparece quando alguém busca o seu serviço. Busque o serviço mais lucrativo mais a sua cidade e anote os cinco primeiros. Essa é a concorrência real na busca, que quase nunca é a lista de concorrentes que a empresa tem na cabeça.
  • Como o site se comporta no celular. A maior parte das buscas acontece ali. Se o texto exige zoom ou a página demora a responder, isso vai aparecer em qualquer diagnóstico sério, e você já sabe antes.

Com esses três dados na mão, existe uma pergunta que separa proposta séria de proposta genérica: peça para a agência apontar um problema específico do seu site e explicar por que ele importa. Quem olhou de verdade responde com detalhe verificável. Quem não olhou responde com categoria genérica, do tipo "seu site precisa de mais conteúdo".

Duas checagens que quase ninguém faz

A primeira é pedir referência de cliente anterior e efetivamente ligar. A segunda é reparar se a agência cita documentação oficial do Google para sustentar o que recomenda, algo que a própria orientação sugere avaliar. Um detalhe que ajuda a filtrar: o Google não avalia nem endossa ferramentas de SEO de terceiros, e essas ferramentas não têm acesso aos dados internos de ranqueamento. Quem apresenta uma pontuação de ferramenta como se fosse veredito do Google está confundindo, por desconhecimento ou de propósito.

Vale a mesma régua para quem vende AEO ou GEO, a otimização para respostas de Inteligência Artificial. A pergunta sugerida é se a recomendação está alinhada ao guia oficial do Google sobre otimização para IA generativa. Esse documento diz, com todas as letras, que otimizar para IA continua sendo SEO, então promessa de disciplina separada e milagrosa é sinal de venda, não de método.

Quando faz sentido contratar, e quando não

A própria documentação do Google reconhece que quem tem um negócio local pequeno provavelmente consegue fazer boa parte do trabalho sozinho. Contratar passa a fazer sentido quando o site tem volume que uma pessoa não confere à mão, quando os primeiros colocados têm anos de acúmulo, quando é preciso medir mês a mês para saber o que funcionou, ou quando existe redesenho ou site novo a caminho, que é o melhor momento de todos para envolver alguém.

É esse o trabalho que a Voh! faz, e só ele: busca orgânica, sem Ads e sem rede social. São três formas de começar, uma auditoria gratuita, um pacote de implementação com seis meses de acompanhamento e o SEO Mensal, que não exige fidelidade. O diagnóstico vem sempre antes da proposta, porque orçar sem olhar o site é chute. E não existe garantia de posição: o algoritmo é do Google, e quem promete o contrário está prometendo uma decisão que não é dele.

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Os sinais de alerta, um por um

Estes vêm quase todos da orientação oficial, e são específicos o bastante para servir de filtro rápido.

  • Garantia de primeira posição. A recomendação do Google é direta: se garantirem primeiro lugar, procure outra empresa. Vale o mesmo para quem alega relação especial com o Google ou envio prioritário.
  • Proposta que chegou por e-mail não solicitado. O Google compara esse tipo de abordagem a spam de dieta milagrosa, e sugere o mesmo grau de ceticismo.
  • Recusa em explicar o que será feito. Se a agência é reservada quanto ao método, pergunte de novo. Você responde pelas ações de quem contrata, e conteúdo enganoso feito em seu nome pode tirar o site do índice.
  • Esquema de links ou envio para "milhares de buscadores". São exercícios inúteis, e alguns violam as políticas de spam. Você também não deveria precisar colocar link para a agência no seu site.
  • Relatório sem fonte. Número sem período e sem origem verificável não é relatório, é apresentação.
  • Pressa para assinar. Desconto que vence hoje, vaga que está acabando e agenda que fecha amanhã são técnicas de venda, não características do trabalho. SEO leva meses para mostrar efeito, então nada nele justifica urgência de assinatura em 24 horas.
  • Escopo que cresce sozinho na conversa. Você procurou busca orgânica e a proposta voltou com redes sociais, tráfego pago e disparo de e-mail no mesmo pacote. Pode ser oferta legítima de agência full-service, mas dilui a pergunta original e dificulta medir o que exatamente você está pagando.

Você responde pelas ações de quem contrata. Por isso a pergunta "o que exatamente vocês vão fazer no meu site" não é desconfiança, é diligência.

Quando contratar agora é a decisão errada

  • Você precisa de cliente esta semana. O horizonte realista para mudanças estruturais aparecerem é de 3 a 6 meses. Para caixa imediato, outro canal responde mais rápido.
  • O site ainda vai ser refeito. Nesse caso contrate para o projeto novo, não para o antigo. Otimizar o que será jogado fora é dinheiro perdido duas vezes.
  • Ninguém busca o que você vende. Sem volume de busca não há demanda para capturar, e nenhuma agência cria demanda que não existe.
  • Não dá para sustentar alguns meses. O efeito é cumulativo. Contratar por um mês para "testar" costuma terminar sem conclusão nenhuma, porque o prazo não permite conclusão.

O resumo

  • Exija diagnóstico antes da proposta. Quem orça sem olhar está vendendo tabela.
  • Combine como o resultado será medido, com dado que você consiga ver na sua conta.
  • O acesso ao Search Console começa como leitura, e a conta é sua.
  • Recuse garantia de posição, relação especial com o Google e proposta que chegou sozinha no seu e-mail.
  • Pergunte se as recomendações se apoiam em documentação oficial, inclusive as de AEO e GEO.

Vale guardar uma coisa: nenhuma dessas perguntas exige que você entenda de SEO. Elas verificam método, transparência e como o resultado será medido, e são exatamente as perguntas que uma agência séria gosta de receber, porque separam ela de quem só sabe prometer.

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Perguntas frequentes

Quais perguntas fazer para uma agência de SEO antes de contratar?

O Google publica uma lista, e ela é um bom roteiro: peça exemplos de trabalhos anteriores, pergunte se a agência segue as diretrizes do Google Search Essentials, que resultados ela espera e em quanto tempo, como o sucesso será medido, qual a experiência dela no seu setor e na sua região, e como vocês vão se comunicar. Pergunte também se ela vai compartilhar todas as mudanças feitas no site.

Agência que garante primeira página no Google é confiável?

Não, e essa é a recomendação do próprio Google: se alguém garantir que as mudanças vão colocar seu site em primeiro lugar, procure outra empresa. Ninguém de fora controla o algoritmo. Desconfie também de quem alega relação especial com o Google ou promete envio prioritário para o índice.

É seguro dar acesso ao Google Search Console para a agência?

Sim, desde que seja acesso de leitura no começo. A recomendação do Google para a fase de auditoria é conceder apenas leitura e deixar a permissão de escrita para depois. A conta precisa ser sua, criada com o seu e-mail, e não da agência: se um dia a relação terminar, o histórico de dados fica com você.

Quanto tempo dura um contrato de SEO?

Varia, e o ponto de atenção não é a duração e sim a saída. O horizonte técnico para mudanças estruturais aparecerem é de 3 a 6 meses, então contrato muito curto tende a não mostrar nada. O que importa é entender antes como encerrar, o que fica com você ao encerrar e se existe multa.

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